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Bases programáticas para ordenamento regional

Bases programáticas para ordenamento regional

O objectivo das bases programáticas para o ordenamento florestal é potenciar a organização dos espaços florestais, numa óptica de uso múltiplo e desenvolvimento sustentado, e em articulação com os restantes instrumentos de gestão territorial.

O objectivo das bases programáticas para o ordenamento florestal é potenciar a organização dos espaços florestais, numa óptica de uso múltiplo e desenvolvimento sustentado, e em articulação com os restantes instrumentos de gestão territorial.

As bases de ordenamento consubstanciam-se nos critérios edafo-florestais, nomeadamente as características de diagnóstico do solo, condicionantes à potenciação das características das espécies florestais, as características fisiográficas, declive e orientação, as condicionantes ecológicas, a ocorrência de fogos e o inventário florestal.

Estes critérios aplicados aos povoamentos florestais dão origem à cenarização da sua evolução, no tempo e no espaço, com a caracterização das diferentes áreas de aptidão por espécie, o risco de erosão associado, o potencial produtivo actual e futuro, assim como a evolução das áreas de aptidão por espécie.

O ordenamento florestal engloba o desenvolvimento de metodologias que permite a análise dos espaços florestais, sendo uma ferramenta de apoio ao nível regional, servindo ainda de instrumento para a elaboração dos planos de gestão ao nível das explorações florestais. Sabendo que apenas actividades economicamente viáveis serão sustentáveis, a longo prazo, têm de ser tidos em conta os pontos de vista dos diversos agentes que interagem neste sector, permitindo assim o delineamento de um conjunto de propostas e de acções de gestão e de planeamento que permitam a criação de mais valias estáveis, regulares e à perpetuidade, ao longo de todos os segmentos da sociedade.

Assim, no plano de ordenamento promove-se a organização dos espaços florestais, tendo em conta as potencialidades produtivas e externalidades dos povoamentos florestais existentes.

O grupo de investigação composto por Alfredo Gonçalves Ferreira, Ana Cristina Gonçalves, Nuno Ribeiro, Susana Saraiva Dias, Teresa Afonso tem desenvolvido com base nos dados do Inventário Florestal Nacional, do modelo digital do terreno, da carta de solos e ecológica de Portugal, integrados num sistema de informação geográfica, planos de ordenamento florestal para o Alentejo.

Conjuntamente foram produzidas cartas de aptidão para as espécies florestais, de risco de erosão e modelos de produção.

Ana Cristina Gonçalves
Alfredo Gonçalves Ferreira
Universidade de Évora, Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas – Departamento de Engenharia Rural

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