Aplicações práticas de cartografia de modelos de combustível florestal
Para FERNANDES et al., (2002) os impactes do fogo no ambiente e do Homem sobre o fogo são intermediados e condicionados pela vegetação, o que justifica a sua descrição como um combustível.
Para FERNANDES et al., (2002) os impactes do fogo no ambiente e do Homem sobre o fogo são intermediados e condicionados pela vegetação, o que justifica a sua descrição como um combustível. Os combustíveis florestais representam a matéria orgânica disponível para a ignição do fogo e combustão, e representam o único factor que pode ser controlado ao nível da gestão e planeamento do território (CHUVIECO e MARTIN, 1994), e podem ser definidos pelas características das partículas de biomassa, viva e/ou morta, que contribuí para a propagação, intensidade e severidade dos fogos florestais (BURGAN e ROTHERMEL, 1984).
Dada a complexidade que envolve a caracterização de combustíveis florestais, a representação dos combustíveis em modelos revela-se fundamental. Para FREIRE et al. (2002) os modelos de combustível providenciam uma representação qualitativa e quantitativa de várias propriedades físicas e químicas dos tipos de vegetação florestal.
A cartografia de combustíveis tem três funções fundamentais: é informação fulcral na simulação e estudo do comportamento do fogo, permite definir zonas de gestão de combustíveis e aplicação de práticas de silvicultura preventiva, e ainda permite definir a localização óptima de locais estratégicos de estacionamento de locais prioritários para vigilância móvel.
A caracterização do comportamento do fogo assume particular importância no processo de tomada de decisão uma vez que a ele estão directamente ligados o planeamento de fogos controlados (FERNANDES e BOTELHO, 2003, CRUZ, 2005), a quantificação da efectividade de tratamento de combustíveis, as dificuldades de contenção de um incêndio e os efeitos do fogo (CRUZ, 2005), assim como é essencial, segundo KEANE et al. (2001), para modelar o risco espacial de incêndio e o comportamento e intensidade de um fogo no território.
Nuno Guiomar (Investigador/Colaborador da Universidade de Évora)
João Paulo Fernandes (Prof. Associado da Universidade de Évora)
Nuno Neves (Prof. Auxiliar da Universidade de Évora)
Paulo S.
Cruz C.S.
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