Riscos de incêndios florestais
A melhor maneira de se combater um incêndio é evitar que ele ocorra.
A melhor maneira de se combater um incêndio é evitar que ele ocorra. Nem sempre as técnicas preventivas são suficientes para se evitar que surjam os incêndios florestais. Nenhum plano de controlo de incêndio pode funcionar sem um adequado sistema de deteção e localização.
Em Portugal o risco de incêndios florestais aumenta desde o início do mês de Agosto!
Tal como acontece em diversas regiões européias, ocorrem anualmente diversos incêndios em Portugal Continental.
A quantidade de florestas afetadas varia de forma considerável de ano para ano. Este tema é reiteradamente um dos que mais recebe cobertura da mídia em épocas de verão. A sua relevância é tão grande ao ponto de constituir um assunto com forte conteúdo político. Esta situação provocou uma maior conscientização social sobre este problema. A administração pública vem anualmente aumentando o volume de recursos destinados a diminuir o número de hectares devastados pelos incêndios.
Instrumentos como o Método de Avaliação Contingente (MAC), Método do Custo de Viagem (MCV), ou Função de Preços Hedônicos (PH) são alguns exemplos bem conhecidos de procedimentos usados para lidar com a tarefa de lançar ferramentas necessárias para calcular o valor socio-econômico da diminuição do risco de incêndios florestais. Destaca-se que o MAC foi aplicado na avaliação da redução de riscos de incêndios florestais na costa oeste dos Estados Unidos. Entretanto, o número de aplicações é ainda muito pequeno e, pelo menos em nosso conhecimento, não existe nenhum exercício de avaliação sobre este tema para a região Mediterrânica, onde se inclui Portugal. O procedimento habitual é o de se usar dados económicos referentes ao valor dos bens de mercado pertencentes à floresta afectada (madeira, cortiça, etc.). Contudo, este procedimento pode estar longe de refletir a verdadeira perda social decorrente dos incêndios. Mesmo se a totalidade das perdas for corretamente estimada, este valor não deve ser atribuído diretamente como representativo do valor das políticas de redução de riscos de incêndio. O procedimento mais apropriado parece ser o de conduzir um estudo ad hoc para obter tal valor.
Considera-se haver incêndio quando ocorre fogo em local não desejado e capaz de provocar, além de prejuizos materiais, queimaduras e intoxicações pelo fumo. O fogo, por sua vez, é um tipo de queima, combustão ou oxidação; resulta de uma reação química em cadeia, que ocorre na medida em que atuem: a) combustível, b) oxigênio, c) calor e d) continuidade da reação de combustão.
Os materiais naturais mais combustíveis, são aqueles ricos em matéria orgânica, quase sempre presentes, em grande quantidade, na zona rural. A velocidade de queima é menor nos combustíveis líquidos e gasosos, do que nos sólidos. Os plásticos com celulose, nem precisam de oxigênio para incendiarem.
Paulo Sérgio Lúcio (pslucio@ccet.ufrn.br) (Membro do Centro de Geofisica de Évora da Universidade de Évora)
Centro de Geofísica de Évora
Para cnsultar o texto integral faça download do documento em formato Pdf.