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Riscos geológicos

Riscos geológicos

O conceito de risco geológico integra-se num conceito mais vasto que é o de risco natural.

O conceito de risco geológico integra-se num conceito mais vasto que é o de risco natural. Outros termos como risco ambiental e risco tecnológico estão também interligados, havendo situações em que estes conceitos se sobrepõem parcialmente. Para ilustrar a relação entre estes diferentes conceitos, apenas a título de exemplo, as chuvas torrenciais podem levar a situações de cheias numa determinada região e devem ser consideradas um risco natural.

Se nessa região existirem vertentes instáveis potencialmente sujeitas a derrocadas ou avalanches (risco geológico) esse risco aumenta quando ocorrem chuvas torrenciais. Se na mesma região existir uma exploração mineira com tanques de retenção e decantação para as águas contaminadas, por exemplo com metais pesados, há claramente riscos associados à tecnologia usada nessa exploração mineira. A potencial situação de chuva torrencial é um risco natural que vai amplificar os riscos tecnológicos relacionados com os efluentes dessa mina e que por sua vez implicam riscos ambientais associados à contaminação de solos e águas, tanto superficiais como subterrâneas.

Por outro lado, o tipo de ocupação humana presente numa determinada região é outro factor fundamental na avaliação dos vários tipos de riscos. São factores determinantes a densidade populacional, a natureza dos bens e estruturas tecnológicas instaladas, e mesmo o tipo de organização sócio-cultural presente.

Genericamente, a amplitude dos danos e perdas provocados por uma catástrofe (de origem natural ou induzida pela actividade humana) depende:
- Da sua natureza;
- Da sua intensidade;
- Das características da região em que ocorre.

Considerando os riscos geológicos, em sentido restrito, podemos agrupá-los nos seguintes tipos:
1 - Avalanches, derrocadas, escorregamentos de terras;
2 - Vários tipos de fenómenos associados aos glaciares e ao gelo–degelo em regiões frias;
3 - Erupções vulcânicas, nuvens ardentes, nuvens de cinzas, libertação de gases e outros fenómenos associados ao vulcanismo;
4 – Sismos, tsunamis e ruptura ao longo de falhas geológicas activas;
5 - Variações do nível freático e subsidência;
6 - Fenómenos associados à variação da linha de costa, erosão costeira migração de dunas e de cordões dunares;
7 - Assoreamento e desassoreamento do leito de rios e de estuários.

Riscos geológicos no Alentejo
O Alentejo corresponde a uma região aplanada com cotas baixas, onde uma única serra atinge altitudes da ordem dos mil metros (Serra de São Mamede). A densidade populacional é a mais baixa do País e o parque tecnológico instalado é pequeno. Estes factores conjugam-se no sentido da diminuição dos riscos geológicos (ou outros) em toda a região.

Alexandre Araújo (Prof. Associado da Universidade de Évora)

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