Existe qualidade de vida no Alentejo Litoral?
O Alentejo Litoral é uma região onde a praia e o campo se tocam numa simbiose natural. A esta realidade junta, ainda, a beleza das várias barragens que a povoam. Esta sintonia traduz-se em paisagens únicas, por vezes sem sinais de humanização.
O clima da região é temperado e ameno, favorecendo o cultivo e a pecuária. As massas de ar marítimo, tropical e polar, carregadas de humidade, provocam precipitações médias anuais elevadas, alcançando os 800 mm em determinadas zonas.
Especialmente nos meses de Julho e de Agosto, o Verão é aqui bastante quente, com temperaturas que podem ultrapassar facilmente os 35º, ainda que as noites possam ser frias junto da faixa costeira.
Trata-se, no conjunto, de um clima mediterrânico que, à medida que se avança para o interior, evidencia alguma tendência para a continentalidade, traduzida num aumento das amplitudes térmicas e na redução da pluviosidade.
As sedes de concelho dos cinco municípios da região têm boas acessibilidades e encontram-se relativamente perto de grandes centros urbanos, como Setúbal e Lisboa, Évora, Beja ou mesmo o Algarve. Por outro lado, ao nível regional, as distâncias são curtas e as populações das várias localidades migram entre estas. Aqui existe uma temporalidade relativa, uma vez que o mais longe é, afinal, relativamente perto, de que resulta ganhos de tempo e um melhor aproveitamento dos tempos livres.
Existem, no Alentejo Litoral, cerca de 38 mil famílias clássicas (2001), o que se traduz em 862 novas crianças por ano (2004). O número de óbitos situa-se nos 1243 (2004). A taxa de nupcialidade ronda os 3,5 e a taxa de divórcio situa-se nos 1,7 – ambos os valores em relação a cada conjunto de mil habitantes. A variação da população residente entre 1991 e 2001 é positiva: 1,5%.
Ao nível da saúde, a região conta com o Hospital do Litoral Alentejano, uma infra-estrutura construída de raiz, que vem colmatar os problemas dos concelhos abrangidos e dar resposta a necessidades antigas. Existem 0,9 médicos por cada conjunto de mil habitantes e uma média de 0,4 farmácias para o mesmo número de habitantes.
Actualmente, os vários concelhos já contam com diversas infra-estruturas, que proporcionam uma mais ampla oferta aos cidadãos, tanto ao nível cultural como ao nível desportivo. Hoje já existe, também, uma oferta cultural mais vasta, dando resposta a um público mais exigente. Piscinas e auditórios públicos, bibliotecas, espaços associativos, o Centro de Artes de Sines, espaços Internet, espaços para jovens ou idosos são uma realidade nos cinco concelhos.
O Alentejo Litoral, não se constituindo como um grande centro urbano, está contudo em franco crescimento, com o surgimento de novas oportunidades turísticas e económicas, fundamentais para o desenvolvimento regional. A dinâmica empreendida pelo complexo industrial de Sines vai sendo completada com outras realidades e oportunidades, afirmando uma região que, durante anos, pareceu estagnada, mas que actualmente vai ganhando relevância no panorama nacional, quer ao nível social e económico, quer na área cultural, nomeadamente com a realização anual de dois grandes eventos de impacte nacional: o Festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar (Odemira), e o Festival Músicas do Mundo (Sines).