Sectores de serviços e industrial
Estes dois sectores representam a maior percentagem de consumos em energia final, num total de 41%. Os serviços são responsáveis por cerca de 9% do consumo energético nacional, enquanto que o sector industrial representa 32% (dados de 2000).
Através da sensibilização dos funcionários e dos responsáveis pelos sectores dos serviços e indústria, é possível reduzir os gastos e os consumos, promovendo políticas de poupança.
Energia eléctrica
A energia eléctrica é a grande fonte energética na maioria das empresas e, em grande parte dos casos, a única energia usada. Apresenta, porém, custos elevados, pelo que o adequado dimensionamento do projecto e a optimização de contratos e tarifas com os padrões de utilização podem trazer benefícios para um uso racional da energia.
O primeiro passo é escolher o contrato de fornecimento de energia eléctrica que mais se adequa ao perfil da empresa. Por isso, é necessária a facturação de, pelo menos um ano, sendo a potência contratada e o regime de utilização os factores mais importantes a ser avaliados. A potência contratada pode representar entre 10% a 20% do valor da factura, pelo que a avaliação pode confirmar a possibilidade da sua redução.
Os equipamentos e as máquinas industriais têm necessidade de energia reactiva, que, apesar de não produzir trabalho, é necessária para o seu funcionamento. Também a este nível existem avaliações recomendáveis, nomeadamente a eventual instalação de condensadores.
A redução dos consumos nas horas de ponta e a programação das acções de manutenção e mudanças de turno para esses períodos são aconselháveis. As horas de refeição, paragens e formações devem ser, sempre que possível, enquadradas nas horas de ponta.
Os pontos de transformação devem ser alvo de manutenções regulares preventivas, segundo as instruções do fabricante, o que, além de permitir uma maior eficiência, contribui para a redução das taxas de avaria. Os transformadores não devem laborar junto da carga nominal e em regimes de cargas excessivas. Os postos de transformação não devem estar demasiado longe dos equipamentos de consumo, de forma a evitar demasiada cablagem e maiores perdas na distribuição.
A dimensão das secções dos cabos deve respeitar a lei e, eventualmente, respeitar um relativo sobredimensionamento, de forma a evitar perdas. A alimentação de equipamentos monofásicos através de redes trifásicas deve ser equilibrada.
A electricidade não deve ser usada como fonte térmica, já que esta é das mais caras, pois grande parte da electricidade tem origem em centrais termoeléctricas com rendimentos inferiores a 40%.
Os motores são os equipamentos mais frequentes em todos os sectores industriais, sendo responsáveis por mais de 60% do consumo de electricidade na indústria e cerca de 30% do consumo eléctrico nacional. O uso destes mecanismos deve, portanto, ser racional.
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