Petróleo
O petróleo é uma fonte de energia não renovável, de origem fóssil, sendo uma matéria-prima fundamental nas indústrias petrolíferas e petroquímicas.
Na composição de petróleo encontram-se hidrocarbonetos: as fracções leves de hidrocarbonetos formam os gases, enquanto as fracções pesadas formam o óleo cru. A proporção entre estes hidrocarbonetos é que define os vários tipos de petróleo.
As estruturas nas quais se acumula o petróleo, no subsolo, são estruturas de proporções enormes, podendo ser anticlinais, falhas geológicas, derrame de basalto ou domos de sais. Por outro lado, existem, por regra, várias camadas de solo no reservatório petrolífero, razão pela qual o petróleo é mais facilmente encontrado em zonas sedimentares.
O petróleo pode ser encontrado a diversas profundidades, mas, normalmente, quanto mais à superfície estiver, mais hidrocarbonetos pesados terá, ou seja, os mais leves encontram-se a grande profundidade (entre 2500 e 5000 metros).
Na perfuração dos poços de petróleo é utilizado um fluído de perfuração com uma composição química que induz comportamentos físico-químicos que permitem um equilíbrio entre as pressões das formações e a pressão dentro dos poços. Este equilíbrio é necessário e impede que o fluído de perfuração invada a formação de petróleo, causando danos à capacidade de produção do poço e evitando que o reservatório de petróleo possa produzir de forma descontrolada para dentro do poço.
As formações atravessadas pelo poço perfurado são analisadas com ferramentas de perfilagem radioactiva e o manuseamento destes produtos requer cuidado e um grande sentido de responsabilidade.
Do tratamento do petróleo resultam resíduos oleosos que, mesmo em pequenas quantidades, devem ser cuidados, nomeadamente através de algumas inovações tecnológicas que têm vindo a ser desenvolvidas ao longo dos anos. Os cuidados de refino são importantes, pelo que as refinarias têm vindo a desenvolver sistemas de tratamento de todos os efluentes.
As chaminés e filtros, bem como outros dispositivos, evitam a emissão de gases, vapores e poeiras directamente para a atmosfera e as unidades de recuperação de enxofre retiram o enxofre dos gases – a queima deste produziria dióxido de enxofre, que é um dos principais poluentes de centros urbanos.
Os despejos líquidos são tratados por meios físico-químicos e biológicos. As refinarias minimizam a geração de resíduos sólidos, mas também realizam recolha selectiva, promovendo a reciclagem, quer para seu uso, quer para venda a terceiros.
Os resíduos que não são reciclados passam para unidades de recuperação de óleo e de biodegradação natural, nos quais os microrganismos dos solos degradam os resíduos oleosos. Outros resíduos são transferidos para aterros industriais, monitorizados e controlados.
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