Indústria na região
O Alentejo Litoral tem vindo a reforçar a sua competitividade, ganhando peso no eixo Alentejo e na proximidade com os centros urbanos de Setúbal e Lisboa.
Esta sub-região vive um enorme impulso de investimento, sobretudo nos sectores da Indústria, da Energia, da Logística e do Turismo.
De um modo geral, o panorama industrial da região apresenta dois aspectos distintos: por uma lado a fraca industrialização presente nos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira e Santiago do Cacém e, por outro, o importante complexo portuário e industrial de Sines.
Nos concelhos de Alcácer do Sal e de Grândola as indústrias existentes são de pequena dimensão e dedicam-se à transformação de produtos oriundos do sector primário (arroz, pinhão, madeiras e tomate). O sector terciário tem vindo a aumentar os seus valores, uma vez que a hotelaria e o comércio estão em fase de crescimento, nomeadamente devido à criação de diversos complexos e empreendimentos turísticos nos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola. Quanto aos concelhos de Odemira e Santiago do Cacém a actividade industrial não é significativa. No concelho de Odemira destaca-se a agricultura, pecuária, silvicultura exploração florestal, já no concelho de Santiago do Cacém prevalece o comércio, indústria local, serviços e a construção civil.
Dos cinco concelhos que integram o Alentejo Litoral, Sines é o que apresenta grandes especificidades, uma vez que dispõe de um dos mais importantes complexos industriais do país e um dos mais importantes portos marítimos europeus. O Porto de Sines, com quatro termais e dois portos interiores, movimenta mais de 20,5 toneladas de produtos, entre outros o petróleo bruto, refinados e carvão. Neste concelho localizam-se, também, a central termoeléctrica fundamental para o abastecimento nacional (EDP), o terminal de gás para abastecimento por via marítima e redistribuição terrestre por gasoduto, a refinaria da Galp, a Repsol entre outras unidades do sector petroquímico.
Ao observarmos alguns estudos realizados à sub-região verificamos que o Alentejo Litoral regista valores positivos no que respeita à industrialização. Segundo o Instituto Nacional de estatística (INE), o concelho de Sines regista uma taxa de actividade mais alta que os restantes concelhos que compõem o Alentejo Litoral (cerca de 50%), estes valores podem atribuir-se à elevada industrialização do concelho.
O Alentejo Litoral é apontado no “Plano de Inovação do Alentejo”, da autoria de Augusto Mateus & associados (2005) CCDR Alentejo, como uma das sub-regiões que lidera as exportações (33%). Ainda, em estudos de coesão e competitividade, esta sub-região apresenta valores positivos, ocupando o 11º lugar num estudo de 30 regiões (dados de 2000-2002 “A Coesão e Competitividade das Regiões Portuguesas” de Augusto Mateus (2005)).
A economia do Alentejo Litoral é amplamente caracterizada pela prevalência do sector terciário, que ocupa cerca de 64% da actividade da região, dentro do qual se destaca o turismo como uma das actividades dominantes.
A qualidade de vida é outro factor determinante para a afirmação da região. O património natural, a sua história e tradições, os desportos e as actividades culturais que nela se promovem constituem-se como elementos essenciais de atractividade, de fixação de população, bem como ao turismo de negócios. A combinação de praia e campo, a qualidade do alojamento, a gastronomia tradicional e as boas acessibilidades são elementos que contribuem para um potencial enorme para o turismo de negócios.