Acessibilidades
A logística enquanto processo, e movimento eficiente de produtos, trata obviamente de questões associadas ao custo do transporte, posse e armazenamento de mercadorias.
Conhecer e usar de maneira inteligente as acessibilidades constitui uma condição para:
- A conquista de novos mercados, ou a defesa dos já existentes, através da oferta de um nível de serviço igual ou superior ao da concorrência;
- Delimitar objectivos em termos de disponibilidade de produtos, prazo de tratamento de encomendas e prazo de entrega, com o objectivo de reforçar a competitividade.
A acessibilidade à região do Alentejo Litoral traduz-se na utilização, modal ou intermodal, dos meios rodoviários, ferroviários e marítimos.
Rodovia
A2 (Auto-estrada do Sul): foi concluída em 2002 e tem 240 km. Estabelece a ligação principal e mais rápida entre Lisboa e a região do Algarve. Através das saídas de Alcácer do Sal e Grândola, é possível tomar direcções para as várias localidades do Alentejo Litoral.
IP 8: é um itinerário principal que garantirá a ligação entre a cidade e o porto de Sines e Espanha. Ainda que o percurso actual termine em Beja, está projectado a ligação a Vila Verde de Ficalho, junto da fronteira com Espanha. Percurso: Sines – Santiago do Cacém – Beja – Serpa – Baleizão ou Vila Verde de Ficalho.
A região é também atravessada por itinerários complementares (IC), que são as vias que estabelecem as ligações de maior interesse regional:
IC 4: garante a ligação entre Sines e as cidades, e respectivos portos, de Lagos, Portimão e Faro. Percurso: Sines – Lagos – Portimão – Faro.
IC 1: garante a ligação entre Valença do Minho e Guia (Algarve) com ligação ao IC 4. Esta via permite ligações às cidades, e respectivos portos, de Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz e Lisboa. Percurso: Valença – Viana do Castelo – Póvoa de Varzim – Porto – Espinho – Ovar – Aveiro – Figueira da Foz – Leiria – Caldas da Rainha – Torres Vedras – Lisboa – Marateca – Alcácer do Sal – Grândola – Ourique - Guia (IC 4).
IC 33: garante a ligação entre Sines e Évora, com comunicação ao IP 7 (em direcção a Lisboa ou Caia, junto à fronteira espanhola). Percurso: Sines – Grândola – Évora (IP 7).
Para além dos itinerários principais e complementares, existem várias estradas nacionais regionais que asseguram as comunicações públicas rodoviárias do continente à rede rodoviária nacional e a ligação entre agrupamentos de concelhos enquanto unidades territoriais.
Estradas nacionais:
EN 121: Santiago do Cacém (IP 8) – Ermidas-Gare – Ferreira do Alentejo (IP 8)
EN 253: Alcácer do Sal (IC 1) – Santa Susana – Montemor-o-Novo (entroncamento da EN 4)
EN 263: Odemira (IC 4) – Santa Luzia – Aljustrel (entroncamento da EN 2)
Estradas regionais:
ER 120: Santiago do Cacém – Tanganheira
ER 120-3: Tanganheira – Porto Covo
ER 253: Comporta – Alcácer do Sal
ER 253-1: Tróia – Comporta
ER 257: Alcácer do Sal – Alcáçovas (com ligação para a Sines através do IC 33)
ER 261: Comporta – Vila Nova de Santo André – Santiago do Cacém – Aljustrel
ER 261-2: Melides – Grândola
ER 261-5: Vila Nova de Santo André (entroncamento da ER 261) – Sines
ER 266: Estação de Odemira – Nave Redonda (limite de região)
ER 389: Cercal – Garvão
ER 390: Vila Nova de Milfontes – Cercal
ER 393: Vila Nova de Milfontes – Odemira
Complexo industrial de Sines:
O Porto de Sines, via de acesso à costa alentejana amplamente reconhecida, assume uma importância fundamental na dinâmica económica e empresarial da região. Os acessos rodoviários para escoamento de mercadorias, com vista aos vários destinos continentais, são:
- IC 33/IP 8, com ligações à A 2 e à EN 1, em direcção ao norte;
- IC 33/IP 8, com ligações ao IC 4 e à EN 120 (por Cercal do Alentejo), em direcção ao sul;
- Porto de mercadorias de transhipment (baldeação), com ligação a todo o mundo.
As ligações rodoviárias entre Sines e Espanha são fundamentais para a actividade do porto. As principais vias de acesso a Espanha são o IP 1 (entre Vila Real de Santo António e Castro Marim e) e o IP 7 (entre Elvas e Caia). Estas duas vias têm continuidade no país vizinho através da rede de vias de grande capacidade (autovias e autopistas).
A partir do IP 7 e pela auto-estrada N-V, em Espanha, estabelecem-se ligações a Madrid e à Europa central. Através do IP 1, e depois com a N 431 e a A-49, em Espanha, até Sevilha, existem rodovias em direcção a todo o Sul de Espanha e costa do Mediterrâneo Ocidental.
O outro itinerário pode ser servido pelo IP 8, através da eventual ligação a Vila Verde de Ficalho, junto da fronteira com Espanha.
Esta via tem, depois, continuidade numa estrada convencional não incluída na rede de grande capacidade.
A Zona de Indústria Ligeira de Sines, situada a nascente da cidade, instala empresas nas áreas da metalomecânica, metalurgia, construção civil, carpintarias, produtos alimentares, conservação de pescado (indústrias de frio), comercialização de produtos e equipamentos industriais, transportes, automóveis e serviços.
Ferrovia
O transporte ferroviário de passageiros é assegurado pelo operador público: CP – Comboios de Portugal. Através do serviço rápido Intercidades, é possível chegar facilmente aos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola, partindo de Lisboa ou Faro.
Mais informação e horários aqui.
A CP presta ainda serviços de transportes exclusivos de mercadorias, que, integrados em várias cadeias logísticas, estabelecem ligações a ramais particulares em Praias do Sado, Ermidas-Sado, Sines e no Porto de Sines (infra-estrutura com ligação ferroviária).
São exemplo das mercadorias geralmente transportadas: a areia, cimento, brita e rocha ornamental, material de via-férrea e produtos siderúrgicos, assim como o carvão, combustíveis e produtos químicos e materiais essenciais à Companhia Logística de Combustíveis, empresa responsável pela exploração do oleoduto entre Sines e Aveiras, à refinaria de Sines e ao Porto de Sines. Nesta classe de produtos, incluem-se o petróleo, gás, gasóleo, gasolina, jetfuel, entre outros.
Estes serviços percorrem uma rede de âmbito nacional, onde se encontram terminais, rodo-ferroviários, estrategicamente localizados, que garantem o transporte e transferência de mercadorias, com ligações disponíveis aos portos de Leixões, Lisboa, Setúbal, Sines e Figueira da Foz.
As ligações entre o Porto de Sines e a linha ferroviária beneficiaram de intervenções realizadas no itinerário Lisboa-Algarve, nomeadamente o fecho da malha na zona de Lisboa (eixo Norte-Sul), entre o Fogueteiro e Pinhal Novo/Setúbal. No restante itinerário (Pinhal Novo - Poceirão - Pinheiro - Ermidas - Sines - Funcheira/Ourique - Faro), foram realizadas obras de electrificação e renovação da via e instalados novos sistemas de sinalização/telecomunicações e comando de tráfego centralizado. Foram eliminadas, também, as restrições de carga que caracterizavam a malha alternativa, pela linha do Alentejo (Funcheira - Beja - Casa Branca - Vendas Novas) em sistema electrificado.
Com a conclusão destes investimentos, o Porto de Sines ficou Iigado à rede ferroviária electrificada, permitindo a sua interconexão com os restantes portos, Espanha e o resto da Europa, através da linha electrificada da Beira Alta (Sines - Ermidas - Grândola - Pinheiro - Poceirão - Vendas Novas - Entroncamento Coimbra - Pampilhosa - Vilar Formoso - Burgos - Irun - França) e da linha electrificada da Beira Baixa Leste: Entroncamento - Abrantes - Ponte de Sor - Marvão - Espanha (Cáceres).
Via marítima
Porto de Sines
Via aérea
Desde o início da década de 90 que se levanta a hipótese de utilização conjunta civil/militar da Base Aérea de Beja. Este é o objectivo da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDBA), entidade executora do projecto que prevê a exploração comercial desta infra-estrutura.
O operador do aeroporto de Beja será seleccionado oportunamente, de modo a oferecer três novos serviços: voos charter servindo o Algarve e o sul de Espanha, um centro logístico e uma área de manutenção de aeronaves. A abertura do aeroporto ao tráfego civil está prevista para o final de 2007.
O complexo industrial de Sines, com o porto de águas profundas, e as extensas praias da costa alentejana situam-se num raio de 60 a 80 Km de Beja, abrindo um vasto potencial económico e turístico face ao desenvolvimento deste projecto.