Ouvi dizer que a Cidade
Ia à praça vender flores
Vender flores é maldade
É maldade, sim, senhores!
É maldade, sim, senhores
Vender um amor-perfeito
Só pode vender amores
Quem não traga amor no peito!
Um raminho de violetas
À minha terra chamaram
As gentes das mais selectas
Que às suas portas passaram
Que às suas portas passaram
Perfumadas e selectas
E ainda mais o ficaram
P’lo perfume das violetas!
Ai, ai!
Ai, olhai!
Olhai, meus senhores
Minha terra linda
Mais linda é ainda
Por não vender flores!
Não vende, ela, as rosas
Cravos, também não
Que os lírios dão lírios
E os tristes martírios
Té saudades, dão!