O guitarrista António Chainho nasceu em São Francisco da Serra, Santiago do Cacém, em 1938. Aos sete anos começou a tocar guitarra portuguesa e aos dez já reproduzia fados de Amália Rodrigues, que ouvia na rádio. Aos 13 apresentava-se ao público. Foi depois de cumprir o serviço militar que ficou a viver em Lisboa, onde iniciou a sua carreira. Para trás ficava a vida no café dos pais, onde aos oito anos começou a trabalhar.
Estreou-se na casa de fados “A Severa”, inspirado em Armandinho. Seguem-se “O Faia”, “O Folclore” e “O Picadeiro”, de que foi dono. Maria Teresa de Noronha, Lucília e Carlos do Carmo, António Mourão, Hermínia Silva são alguns dos nomes com quem trabalhou, marcando a História da música portuguesa duma época.
Actuou em palcos de todo o mundo, partilhando protagonismo com Paco de Lúcia ou John Williams. Gravou com a Orquestra Sinfónica de Londres, com José Afonso e Rão Kyao. A sua guitarra acompanhou as brasileiras Gal Costa e Fafá de Belém, a espanhola Maria Dolores Pradera e a japonesa Saki Kubota, além de José Carreras. Em “A Guitarra e Outras Mulheres”, gravou com Teresa Salgueiro, Filipa Pais, Elba Ramalho, Marta Dias, Ana Sofia Varela e Nina Miranda. Gravou no Brasil com Jaques Morelenbaum e Celso Fonseca. Maria Bethânia convidou-o para uma digressão. António Chainho afirmou-se como um dos mais importantes nomes da guitarra portuguesa em Portugal, conseguindo uma harmonia entre tradição e modernidade.