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Arlete Guerreiro

Nascimento: 1 de Janeiro de 1905 , Sines Falecimento: 4 de Novembro de 1940, Sines Actividade: Poetisa e contista

 

Perseguida por sucessivos problemas de saúde ao longo da vida, a poetisa e contista sineense nunca abandonou o tom humorado e idealista. Arlete Argente Guerreiro (Argentinita), filha de Manuel João Guerreiro, comerciante, e Clotilde Argente Guerreiro, nasceu em Sines (Rua Teófilo Braga, 54) a 1 de Janeiro de 1905. Era uma criança doente. Chegou à idade escolar com graves problemas na visão e na fala. Apesar das limitações físicas, revelou-se uma excelente aluna, com predilecção pela área das letras. A saúde voltou porém a traí-la na altura de ingressar no liceu. Não pôde matricular-se no Liceu Normal, em Lisboa, o que impediu que se cumprisse o sonho de ter o curso do magistério. Em plena adolescência, ficou completamente surda.

Apesar das sucessivas fatalidades físicas continuou a estudar, aproveitando os conhecimentos adquiridos para se dedicar à poesia, onde progrediu de forma surpreendente. Escolheu como professora na área a escritora e poetisa Aurélia Borges, com quem se correspondia. Arlete tornou-se rapidamente conhecida a nível nacional, ganhando admiradores por todo o país. Foi colaboradora de quase todos os jornais do país, não só com poemas, como também com prosa. O seu estilo é romântico e humorado, muito idealista, especialmente tocante nos contos infantis. Em 1937, a sua saúde degradou-se de forma irreversível. Passou os últimos anos da sua vida no leito. Morreu tranquilamente a 4 de Novembro de 1940, na mesma rua onde nasceu (Rua Teófilo Braga, prédio com os números 89 e 91). Não chegou a casar.