“Negros do Sado: História e Etnografia” é o tema de mais uma “Conversa no Museu” Etnográfico do Torrão, que se realiza sábado, dia 17, pelas 21h00 e tem entrada livre.
A conferência vai analisar sob várias vertentes a história e o legado das populações africanas trazidas para o Vale do Sado para trabalhar na cultura do arroz. Esta imigração forçada, que dependendo das teorias históricas poderá ter ocorrido logo a partir do século XVI ou só no século XVIII, teve como base a alegada maior resistência destes escravos à malária, que grassava na zona devido à propagação pelos mosquitos que proliferam nos arrozais.
Estas gentes de outras paragens acabaram por fixar-se em áreas como São Romão, Rio de Moinhos, Arez e Vale de Guizo, deixaram hábitos e descendência, sendo possível ver muitos destes traços de miscigenação em determinadas camadas da actual população.
“Negros do Sado” vem na sequência de um projecto realizado por um grupo de alunos do 12º ano das Turmas A e D da Escola Secundária de Alcácer do Sal, feito no âmbito da Disciplina Área de Projecto e que contou com o apoio do município alcacerense. Este trabalho visou em parte a produção de uma exposição, a qual se encontra patente também no Museu Etnográfico do Torrão, podendo ser visitada no horário de funcionamento do mesmo até dia 26 de Julho.
Programa
Moderadora: Marisol Aires Ferreira, Arqueóloga da CMAS
21h00 – Intervenção do Sr. Vereador da Cultura
21h10 – “A Ilha de Pretos”: Análise da Fecundidade e da Ilegitimidade na Freguesia de São Romão do Sádão entre 1679-1729
Mestre Raquel Gomes (Socióloga – CMAS);
21h30 – Os Negros do Sado: Um Património a Descobrir
Doutor Luís Neto (Arqueólogo);
21h50 – Debate
22h10 – Pausa
22h20 – Aprendendo com os “Negros do Sado”
Professora Catarina Albuquerque* (Directora do Centro Social de Rio de Moinhos);
* Presença a confirmar
22h40 – Os Negros do Sado: Elementos para o seu Estudo
Dr. António Rafael Carvalho (Arqueólogo - CMAS);
23h00 – Debate