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Alcácer sensibiliza ministro para as dificuldades dos orizicultores

12-02-2010

Alcácer do Sal

O presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Pedro Paredes, e a Comissão Representativa para a Defesa dos Agricultores e do Arroz de Alcácer foram ontem recebidos pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Serrano.

A comitiva destacou a importância da produção de arroz no concelho de Alcácer do Sal, que representa um quinto de toda a área afecta a este cereal a nível nacional, bem como a existência de “dumping” no preço do arroz por parte das grandes superfícies. Os altos custos de produção e a necessidade de criar uma denominação de origem para o arroz da região, que, defenderam, deve continuar a ser classificada como zona desfavorecida no âmbito da PAC, também foram abordados.

No documento entregue figurava ainda a preocupação quanto à necessidade de adequar as contribuições para a Segurança Social ao “calendário” da produção de arroz, o apoio à tomada de medidas por parte dos produtores que contribuam para a preservação da biodiversidade em áreas sensíveis e ainda a preocupação sobre a rescisão de contratos por parte da Herdade da Comporta para com os agricultores com os quais possui contratos de arrendamento agrícola. Em suma, a comitiva solicitou a António Serrano que tome medidas de protecção deste sector, como já foi feito em relação à produção específica de leite e à cortiça.

Segundo Pedro Paredes, o governante estava bem informado sobre estas questões e mostrou-se sensibilizado em relação às reivindicações, tendo salientado a necessidade de apostar no arroz carolino, a única qualidade de arroz que pode ser distintiva de Portugal, já que a sua produção é específica do nosso País e deve ser valorizada.
No que diz respeito ao “dumping”, prometeu intensificar a fiscalização, através da Autoridade da Concorrência e da ASAE.

Paralelamente, em análise, garantiu, está a manutenção da região de Alcácer do Sal com a classificação de desprotegida ainda após 2013, o incremento de incentivos aos agricultores para que a sua actividade seja cada vez mais “amiga” do ambiente, bem como a diminuição de taxas relativas à utilização dos recursos hídricos e energia eléctrica, numa colaboração com a associação de regantes. Por outro lado, António Serrano comprometeu-se a encontrar formas de apoiar os pequenos agricultores no que toca à secagem e armazenamento do arroz e também, junto da Segurança Social, tentar que, devido às dificuldades no escoamento do arroz, os orizicultores possam ter mais tempo para cumprir com os seus compromissos.

Finalmente, no que toca aos agricultores da Comporta, o ministro saudou a posição da câmara de se disponibilizar para colaborar nas negociações, e mostrou-se confiante que, desta forma, estas decorrerão de forma favorável para todos os intervenientes.