Entre o mar e a serra, o concelho de Grândola oferece diferentes paisagens e experiências. Procurado pela qualidade do seu lazer, é também marcado pela História. No interior, descobre-se um cenário natural dominado pelo silêncio da Serra de Grândola. No litoral, a faixa costeira do concelho estende-se ao longo de 45 km, desde o extremo da Península de Tróia até à praia de Melides, desafiando a exploração do imenso areal.
A Península de Tróia, que se prolonga por 18 km de comprimento até à praia da Comporta, é conhecida pelas praias de areia branca e mar calmo e também pelo campo de golfe, já com muita tradição junto dos adeptos da modalidade. Assume-se como importante centro turístico e inclui na sua área a Estação Arqueológica, um dos mais interessantes conjuntos fabris de conserva de peixe do Império Romano.
A costa de Grândola convida ainda ao descanso no extenso areal da praia do Carvalhal antes de iniciar a descoberta do interior do concelho. Sugere-se uma paragem em Pinheiro da Cruz para conhecer a produção de vinhos e de artesanato local dos habitantes do seu estabelecimento prisional.
Na vila de Grândola, prevalece o artesanato feito em cortiça, ferro e pele. No meio da brancura das casas da “vila morena” sobressai a Igreja Matriz, com o retábulo neoclássico, a pintura maneirista de Fernão Gomes e belos exemplos de azulejos. O Jardim Municipal Primeiro de Maio abriga do forte calor dos meses de Verão e convida aos jogos tradicionais.
Na serra de Grândola, é a natureza que domina a paisagem. A sombra junto à ribeira convida a uma paragem, antes de iniciarmos a tradicional Rota da Serra. No topo encontra-se a Ermida de Nossa Senhora da Penha, do séc. XVIII, cujo interior, forrado de azulejos, pede tempo ao olhar. No exterior, o miradouro natural, com o mesmo nome, revela, ao fundo, a vila e a planície. Na aldeia de Santa Margarida da Serra, a Igreja de Nossa Sr.ª da Saúde e a arte tradicional justificam um momento de repouso.
Seguindo ainda mais para o interior do concelho, nos arredores da aldeia de Azinheira de Barros, descobre-se a Pata do Cavalo, uma construção funerária datada do período megalítico, e a Igreja de Nossa Senhora do Viso, edificada no século XV. No Lousal, localidade com um passado mineiro, o Centro de Artesanato e Arqueologia Industrial evoca actividades e hábitos antigos. Encontram-se aqui representadas algumas das actividades regionais traduzidas em peças de ferro forjado ou cerâmica pintada.
O percurso não deve terminar sem nova incursão ao litoral, desta vez na praia de Melides. A lagoa com o mesmo nome é um verdadeiro paraíso para a fauna e flora locais, aberto à prática dos desportos náuticos e às longas caminhadas. Na vila de Melides, é possível visitar a Igreja de São Pedro e a famosa olaria. Nos arredores, vale ainda a pena conhecer as mantas de lã de Vale Figueira e, perto desta aldeia, a necrópole da Casas Velhas, da Idade de Bronze, e o dólmen da Pedra Branca.